domingo, 13 de janeiro de 2008


Hoje não me atrevo
Em seus mistérios bisbilhotar
Em seu infinito particular
Em sua forma de se expressar
Com suas múltiplas escolhas
Com labirintos enigmáticos
Ruas sem nomes
Alamedas sem luz
Em seu eterno vir-a-ser
Em seu grito de dor
Esperanças recolhidas
Confiança partida
Isolamento consciente
Em sua muralha libertadora
Na solidão devastadora
Na filosofia que te aprisiona
Desculpa-te
Justifica-te
Viva a filosofia que te protege
Abona
Ou quem sabe salvadora?
Mas nem tudo está perdido
Ainda existe uma chama
Ainda existe uma saudade
Ainda existe uma esperança
Embora sendo só fragmentos
De uma vida partida
Em seu infinito devir
Ao amanhecer poderá ressurgir
Não se pode negar um coração
que não deseja morrer
em vida quer permanecer
mesmo a razão dizendo não
Mesmo quebrando portas
Retirando algemas
destruindo cadeias
Prisioneiro virá a ser
Quem poderá fugir da própria essência?
Mesmo com a mais bela inteligência?
Conseguirá sobreviver?
Este teu ser
Que flui poesia
De uma sensibilidade intensa
Invejada
Porém não percebida
E sim machucada
Alma ferida
Petrificada
Amedrontada
De tanto levar lambada
De tanto carregar o mundo
Sem nada receber
Que o faz esquecer
De como é bom amar e ser amado

Rosemary

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Sou...uma eterna sonhadora... estou em contrução... sempre em construção... hoje já não sou o que fui ontem... Graças a Deus!